Líder estudantil sorocabano pode dar nome à comenda

Em março, completam 41 anos da morte de Alexandre Vannucchi Leme. Projeto do vereador Carlos Leite institui Comenda em sua homenagem
Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014 - Última alteração em 24/02/2014 às 00:00
fonte:  Imprensa SMetal
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Projeto do vereador Carlos Leite (PT) presta homenagem ao estudante sorocabano Alexandre Vannucchi Leme que foi assassinado em 1973, aos 22 anos, no período da ditadura civil-militar.

Se dois terços dos vereadores forem favoráveis ao projeto, fica instituído a Comenda "Alexandre Vannucchi Leme" de Direitos Humanos e Defesa da Liberdade e da Democracia, a ser concedida a personalidades sorocabanas que sejam referência social na área dos direitos humanos e da defesa da liberdade e da democracia.

O projeto, protocolado no dia 11 deste mês, aguarda a inclusão na Ordem do Dia para ser votado em plenário e já recebeu pareceres favoráveis da Secretaria Jurídica e da Comissão de Justiça.

Conforme o texto do documento poderá ser concedida uma Comenda por ano, por vereador, por meio de Projeto de Decreto Legislativo, que deverá ser aprovado por, no mínimo dois terços dos membros do legislativo

A Comenda será constituída de um medalhão acompanhado do respectivo colar.
"Decidimos propor essa comenda para homenagear tanto o Alexandre, que dá nome à honraria e foi um grande defensor da nossa liberdade e democracia, quanto homenagear pessoas que, como ele, trabalham para um país livre, democrático e consciente, sempre mirando a defesa do gênero humano em suas ações", afirma Carlos Leite.

Resistência
Neste ano, em 17 de março, completam 41 anos da morte do estudante. Alexandre cursava o quarto ano do curso de Geologia, na Universidade de São Paulo (USP), quando foi preso no dia 16 de março de 1973 pelo aparato de repressão da ditadura. Foi torturado e encontrado morto no dia seguinte, na cela do Doi-Codi.
Ele atuava no movimento estudantil e na organização Ação Libertadora Nacional (ALN) - que lutava contra a censura, a repressão e as demais arbitrariedades cometidas pelo governo ditatorial.

"Às vezes, nos acostumamos e vemos como natural o regime democrático em que vivemos. Ele não é um bem natural, mas uma conquista de homens e mulheres que lutaram e lutam dia a dia pelo respeito às diferenças, à vontade do povo, à diversidade de opiniões e à liberdade. A comenda homenageará esses homens e mulheres de um lado e, do outro, suscitará debates sobre o processo democrático que vivemos, tendo-o acima de tudo, como uma construção e uma conquista", conclui o vereador.

 

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