Comissão Municipal da Verdade recebe o apoio da sociedade

Documento com o pedido de instalação da comissão foi protocolado nesta quinta-feira, na Câmara Municipal. Até a semana que vem a mesa diretora do legislativo deve divulgar os vereadores que participarão da comissão
Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014 - Última alteração em 27/02/2014 às 00:00
fonte:  Imprensa SMetal
Foguinho/SMetal
Plenário lotado da Câmara Municipal pela instalação da Comissão Municipal da Verdade
Plenário lotado da Câmara Municipal pela instalação da Comissão Municipal da Verdade
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Plenário lotado da Câmara Municipal pela instalação da Comissão Municipal da Verdade
Plenário lotado da Câmara Municipal pela instalação da Comissão Municipal da Verdade

Líderes populares, militantes de movimentos sociais e de outras entidades da sociedade marcaram presença no plenário da Câmara Municipal de Sorocaba, na manhã desta quinta-feira, para acompanhar a leitura e entrega do documento que pede a instalação da Comissão Municipal da Verdade, que deverá se chamar Alexandre Vannucchi Leme.

Entre eles, marcou presença o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) Carlos Roberto de Gáspari, que acompanhou trajetórias de muitas pessoas que vivenciaram a censura e a repressão do período, como o metalúrgico e líder sindical Wilson Fernando da Silva, Bolinha.

Mesmo no final da ditadura, em 1984, Sorocaba protagonizou greve geral de trabalhadores da categoria metalúrgica e com isso, chamou a atenção do aparato policial da época.

Para Josué de Lima, da biblioteca comunitária do bairro Laranjeiras, "essa iniciativa é fundamental se queremos um país justo. Esse contexto da ditadura civil militar precisa ser investigado para que não caia no esquecimento".

O advogado e um dos diretores da OAB Sorocaba, Luis Henrique Ferraz, destaca também que é preciso contar as histórias desses sorocabanos que foram vitimados pela repressão. "Tanto os que perderam a vida, como o estudante Alexandre Vannucchi Leme quanto os que foram perseguidos e torturados".

Pela verdade, memória e justiça, o evento de hoje, 27, na Câmara, reuniu também filhos de ex-perseguidos políticos como do vice-prefeito de Sorocaba Agrário Antunes e do presidente do Sindicato da Construção Civil, Plácido Mazon. Ambos, falecidos.

O evento também contou com a participação de lideranças como Osvaldo Noce, ex-vereador pelo PT (hoje no Psol) e que foi um dos estudantes presos no 30º Congresso da UNE (União Nacional de Estudantes) de Ibiúna, em 1968.
A grandeza histórica do tema atrai também militantes de esquerda, de partidos como PT e Psol; de sindicatos da CUT, de ONGs e movimentos populares, que assistiram a leitura do documento durante a sessão ordinária.

O documento coletivo - que está disponibilizado na íntegra no blog www.comissaodaverdadesorocaba.blogspot.com.br - foi lido na tribuna pelo professor Daniel Lopes, idealizador do movimento popular em apoio à Comissão Municipal da Verdade.

Os vereadores do PT: Izidio de Brito, Francisco França e Carlos Leite estão apoiando a instalação da comissão. Fora a bancada do PT, outros três legisladores manifestaram apoio à criação da CMV na cidade. São eles: Anselmo Neto (PP), Neusa Maldonado (PSDB) e Marinho Marte (PPS).

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